quarta-feira, 1 de agosto de 2018



buzzmarketing
Deixa Falar


                Agências de avaliação de risco financeiro, FMI, índices econômicos, índice de desemprego, inflação, política econômica do governo, crise política sem fim e tantos outros indicadores econômicos estão, infelizmente, mostrando que teremos anos muito difíceis para o varejo. Como parece não ser um tempo curto e passageiro de vacas magras e que não tossem, temos que pensar em como divulgar de forma sólida e permanente o negócio do varejo, principalmente o pequeno e médio que deverão ser os que mais sofrerão.
                O bombardeio de propaganda que um consumidor sofre hoje é monstruoso. Caminhando por uma rua de comércio no centro da cidade juntamos um calhamaço de panfletos e folhetos. As lojas gritam com seus microfones em nossa orelha suas ofertas e vantagens. Nos postes, ônibus e paradas de ônibus, nos táxis, nos celulares, na tv à cabo, na tv aberta, nos jornais, revistas, outdoors, estacionamentos... Propaganda em todos os lugares e de todos os jeitos. Você seria capaz de dizer as últimas 4 propagandas que você acabou de ver. Pense um pouco... difícil né? Qual delas te impactou de verdade e te fez decidir comprar o produto anunciado?
                Meu Deus, quer dizer então que propaganda é dinheiro jogado fora e não impacta mais ninguém, não serve para mais nada? Não é bem assim! Toda propaganda tem sua eficácia, principalmente quando feita de maneira inteligente. Agências de propaganda estão aí para isso: buscar a melhor e mais eficiente maneira de vender seu produto ou serviço.
      Mas queremos falar de uma das melhores maneiras de fazer propaganda de seu varejo ou serviço, que custa infinitamente menos que qualquer tipo de propaganda que você possa pensar, essa propaganda tem um nome técnico: Buzzmarketing e uma definição: “Evangelização”. Estamos falando do popular boca-a-boca. No livro com o mesmo título, Bem McConnel & Jackie Huba afirmam que não existe maneira mais barata e eficiente para qualquer negócio do que o boca-a-boca. Segundo eles, quando compramos, levamos em conta a opinião de quem comprou algum produto ou usou determinado serviço. Consultamos amigos, parentes e conhecidos pedindo-lhes a opinião sobre o que estamos com a intenção de adquirir.
                Nos anos 1980 e 1990 a TARP (uma empresa de pesquisa de lealdade dos clientes) constatou que um cliente satisfeito conta sua experiência, com determinado produto ou serviço, para cerca de 5 a 8 pessoas, já o cliente insatisfeito conta sua experiência para cerca de 10 a 12 pessoas. Vamos usar aqui a fórmula da TARP para tentar entender o efeito exponencial dos clientes insatisfeitos.
                Medindo o efeito do boca-a-boca de clientes satisfeitos e insatisfeitos usando uma base de 5 mil clientes (usaremos os limites inferiores) Satisfação de 62% - Insatisfação de 38%:


Efeito do cliente satisfeito                        Efeito do cliente insatisfeito
% de clientes satisfeitos = 3.100                  % de clientes insatisfeitos = 1.900
Recomendações            = 3.100 x 5              Não recomendações         = 1.900 x 10
Referência positiva        = 15.500                  Referência negativa          = 19.000


                Sua empresa ou serviço foi falada negativamente 3.500 vezes mais que positivamente.
         Até aqui sem muita novidade, mas a partir do próximo artigo estaremos esmiuçando o marketing boca-a-boca em seus detalhes, com exemplos reais, passando como você poderá usar essa ferramenta poderosa a favor de seu negócio e, assim, evitar crises ou vulnerabilidade no seu faturamento. Vamos criar “Evangelistas” para seu negócio que trabalharão de graça para seu sucesso.                      

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