buzzmarketing
Deixa Falar
Agências
de avaliação de risco financeiro, FMI, índices econômicos, índice de
desemprego, inflação, política econômica do governo, crise política sem fim e
tantos outros indicadores econômicos estão, infelizmente, mostrando que teremos
anos muito difíceis para o varejo. Como parece não ser um tempo curto e
passageiro de vacas magras e que não tossem, temos que pensar em como divulgar
de forma sólida e permanente o negócio do varejo, principalmente o pequeno e
médio que deverão ser os que mais sofrerão.
O
bombardeio de propaganda que um consumidor sofre hoje é monstruoso. Caminhando
por uma rua de comércio no centro da cidade juntamos um calhamaço de panfletos
e folhetos. As lojas gritam com seus microfones em nossa orelha suas ofertas e
vantagens. Nos postes, ônibus e paradas de ônibus, nos táxis, nos celulares, na
tv à cabo, na tv aberta, nos jornais, revistas, outdoors, estacionamentos... Propaganda
em todos os lugares e de todos os jeitos. Você seria capaz de dizer as últimas 4
propagandas que você acabou de ver. Pense um pouco... difícil né? Qual delas te
impactou de verdade e te fez decidir comprar o produto anunciado?
Meu
Deus, quer dizer então que propaganda é dinheiro jogado fora e não impacta mais
ninguém, não serve para mais nada? Não é bem assim! Toda propaganda tem sua
eficácia, principalmente quando feita de maneira inteligente. Agências de
propaganda estão aí para isso: buscar a melhor e mais eficiente maneira de
vender seu produto ou serviço.
Mas
queremos falar de uma das melhores maneiras de fazer propaganda de seu varejo
ou serviço, que custa infinitamente menos que qualquer tipo de propaganda que
você possa pensar, essa propaganda tem um nome técnico: Buzzmarketing e uma definição: “Evangelização”. Estamos falando do popular boca-a-boca. No livro com o mesmo
título, Bem McConnel & Jackie Huba
afirmam que não existe maneira mais barata e eficiente para qualquer negócio do
que o boca-a-boca. Segundo eles, quando compramos, levamos em conta a opinião
de quem comprou algum produto ou usou determinado serviço. Consultamos amigos,
parentes e conhecidos pedindo-lhes a opinião sobre o que estamos com a intenção
de adquirir.
Nos
anos 1980 e 1990 a TARP (uma empresa de pesquisa de lealdade dos clientes) constatou
que um cliente satisfeito conta sua experiência, com determinado produto ou
serviço, para cerca de 5 a 8 pessoas, já o cliente insatisfeito conta sua
experiência para cerca de 10 a 12 pessoas. Vamos usar aqui a fórmula da TARP
para tentar entender o efeito exponencial dos clientes insatisfeitos.
Medindo
o efeito do boca-a-boca de clientes satisfeitos e insatisfeitos usando uma base
de 5 mil clientes (usaremos os limites inferiores) Satisfação de 62% -
Insatisfação de 38%:
Efeito
do cliente satisfeito Efeito
do cliente insatisfeito
%
de clientes satisfeitos = 3.100 % de clientes insatisfeitos = 1.900
Recomendações = 3.100 x 5 Não recomendações =
1.900 x 10
Referência
positiva = 15.500 Referência negativa =
19.000
Sua
empresa ou serviço foi falada negativamente 3.500 vezes mais que positivamente.
Até
aqui sem muita novidade, mas a partir do próximo artigo estaremos esmiuçando o
marketing boca-a-boca em seus detalhes, com exemplos reais, passando como você
poderá usar essa ferramenta poderosa a favor de seu negócio e, assim, evitar
crises ou vulnerabilidade no seu faturamento. Vamos criar “Evangelistas” para
seu negócio que trabalharão de graça para seu sucesso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário