Sou profissional de varejo com forte desempenho em marketing e arquitetura. Através deste blog, quero compartilhar a minha paixão com pessoas de perto e de longe. Escrevo sobre o meu trabalho, sobre as coisas que vejo e atualizações do varejo. Obrigado pela visita. Comecei no varejo há mais de 20 anos. Esse negócio entrou em meu sangue e nunca mais deixei o meio, sempre estudando, especializando e trabalhando para o varejo. Precisando de idéias ou consultoria: sidneifdelpasso@gmail.com
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Vitrina
Construindo Felicidade
Consumidor padrão. Quem não conhece e trabalha para o seu, não tem vida
muito longa. O primeiro passo na criação de uma marca e/ou produto é a
definição perfeita do seu consumidor. Para quem vamos fabricar e trabalhar nossos
produtos?
Mulher, classe média, meia idade,
moradora dos grandes subúrbios, independente, sem filhos, com nível superior,
renda mensal acima de 10 salários mínimos etc. A partir do perfil do consumidor
definido, os “disigners”
desenvolverão os produtos, as embalagens, a comunicação, a imagem corporativa,
a identificação visual das lojas...
Dessa maneira se encenou um estilo de vida com a promessa de felicidade!
A grande maioria dos varejistas são apenas revenda de produtos e
promessas de felicidades de outrem. Mas não menos importante para o revendedor,
mesmo multimarcas, ter claro e definido seu consumidor padrão.
Seu consumidor tem que ter claro e definido, mesmo que intuitivamente,
que sua loja e/ou produto fora pensado e desenvolvido para ele.
Tudo isso como introdução para vermos o quanto
o trabalho do vitrinista é importante para sua loja e para os resultados.
Ele é um profissional construtor de encenações, que transformará o
conceito da marca com a devida ambientação do produto na decoração da vitrina,
fisgando o olhar do consumidor, criando prazer e vontade nos olhos que degustam
o cenário.
Quem constrói a vitrina coloca em
seu trabalho um discurso manipulador que tem que efetivar a promessa, usando
toda sua sensibilidade, conhecimento técnico e capacidade. Essa dita
sensibilidade ditará a personalidade da loja através do trabalho estético
realizado com harmonia entre luz e materiais, o que tornará o discurso eficaz,
dessa maneira estabelecendo o contato com o consumidor para atrair, encantar,
chocar, surpreender e prometer.
A mercadoria na vitrina tem que estar em seu habitat, fazer parte do
contesto, ser desejada, sem ser demasiadamente forçada. Neste contexto entra o
jogo de valores sociais, econômicos e culturais da sociedade. A montagem da
vitrina engloba diferentes tipos de promessas para o seu consumidor padrão, que
está observando as vitrinas e investindo valor no produto exposto, e tendo seu
olhar manipulado.
Por todos esses motivos, redes de lojas nacionais e estrangeiras, mantêm
uma equipe de vitrinistas, coordenada pelo mestre construtor, onde correm o
país fazendo as vitrinas sempre com a mesma linguagem e discurso.
Pessoalmente, acredito que o profissional vitrinista deveria ser definido
e nomeado de “Mestre Construtor de Felicidade”.
Na grande maioria das vezes o consumidor compra por impulso. Usa do ato
de comprar como substituição para ansiedades e frustrações pessoais. Portanto
sua vitrina tem que prometer felicidade, tem que fazer o consumidor desejar,
tem que fazer o consumidor comprar.
Sem perder a identidade da loja, a sua vitrina precisa colocar o consumidor acima do seu nível da razão.
Neste texto falamos da importância e competência de um vitrinista,
falaremos ainda sobre suportes, conceitos, formas de mostrar, dualidade: expor
e vender, criação de um espaço etc.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Iluminação de Loja
O Poder da Luz
Segundo estudos e experimentos realizados por Leonardo Da Vinci, Isaac
Newton, Goethe, entre outros, as cores são definidas por quanto de luz o objeto
absorve e quanto reflete. O
branco e o preto (convencionalmente designados por cores) são apenas resultados da
presença ou ausência de luz. A cor branca é a luz pura, em que há uma reflexão
total das sete cores; a cor preta é ausência total de luz, pois as cores não se
refletem, elas são absorvidas.
Quando a luz incide em um
objeto branco, este reflete a luz enquanto um objeto preto absorve toda a luz. Já um objeto colorido absorve algumas luzes e
reflete outras, assim determinando sua cor.
Já Paco Underhill autor de "A Magia dos Shoppings", entre outros, afirma em uma de suas
pesquisas que quando temos que decidir para que lado ir ao entrarmos em um
ambiente, 80% das vezes optamos inconscientemente pelo lado direito.
Pois bem, o que a absorção
e reflexão de luz e virar para a direita ou esquerda tem a ver com o tema Iluminação
de Loja?
Muito!
Em "Abra uma Loja para o Sucesso", Orlando Ferreira, André Pivetti e
Luísa Araujo dão uma dica simples e muito importante para medir se a iluminação
de uma loja de shopping está boa: olhando do mall, a luz da loja tem que estar
mais forte que a do corredor do shopping.
Mas a influência da luz
sobre a compra de um produto pelo consumidor é muito mais que ter uma loja com
bastante luz.
Uma loja bem iluminada, anima os
vendedores, incentiva os consumidores e embeleza a exposição de mercadorias.
Uma vitrina bem iluminada tem em média entre 1.000 e 2.000 lux, o salão de
vendas não deve ultrapassar 800 lux. Luz demais pode incomodar a vista e acaba
gerando calor e fazendo o ar condicionado trabalhar demais gerando gasto
desnecessário.
A função da luz bem definida é criar
um ambiente agradável gerando a sensação de bem estar nos consumidores.
A iluminação para o
vestuário por exemplo deve ser quente e pode ser direcionada para os produtos
que você queira dar destaque. Fazendo isso de uma maneira firme e correta, você
pode conduzir a maioria de seus clientes a entrarem pelo lado esquerdo da loja.
Se você usar luz fria ou fluorescente para carnes, pode deixá-las
com a impressão de estragada pois ficam com tom arroxeado. As
cores das paredes e piso também influenciam na quantidade de luz a ser utilizada.
Para convencer o consumidor
em um provador, por
exemplo de que a roupa ficou linda, use o espelho em ângulo que faça a pessoa
parecer levemente mais magra e coloque lâmpadas halógenas ou de vapor metálico
– HQI de 75w ou de 150w. A pessoa que estiver provando a roupa se sentirá bem e
bonita sem perceber que está sendo induzida.
Estímulos óticos
indesejáveis podem ser controlados com a queda da excessiva
uniformidade da luz. Use efeitos de luz e sombras criando contrastes, quebrando
o desconforto ótico indesejável. Isso direcionará a atenção do consumidor para pontos e produtos que devem
ser destacados.
Mas aconselhamos que procure um
especialista em iluminação para avaliar e orientar o melhor para sua loja, pois
a teoria parece fácil e prática onde qualquer um pode fazer, mas não é. A luz
pode ajudá-lo a vender mais, mas faça da maneira correta e com um bom
profissional.
No próximo artigo falaremos de
Vitrina, até lá.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
buzzmarketing
Papo de elevador
Usar o meio
eletrônico com frequência, mas sem abuso, pode ser o melhor caminho para criar
seus clientes vigilantes. As mensagens precisam ter um tom pessoal, como se sua
empresa estivesse falando pessoalmente com seu cliente e somente com ele. Sua
comunicação tem que mostrar as novidades, mas não tente vendê-las colocando
preços ou ofertas, apenas mostre o produto e suas vantagens. Uma comunicação benfeita
leva seu cliente até seu negócio. Não entupa seu cliente com mensagens, vá
devagar, caso contrário ele pode enjoar e desistir de ler suas comunicações.
Trabalhe de maneira que ele fique ansioso em receber a próxima. Ofereça brindes
ou amostras grátis para serem retiradas no seu negócio, ofereça descontos,
cupons, tudo que faça ele se locomover até sua loja. Dessa maneira estará
criando seus clientes vigilantes. Mensagens com muita frequência viram “span” e
isso, ninguém gosta.
Para o autor
Seth Godin, uma “ideiavírus” precisa ser de comunicação fácil, suave e
contagiosa, conhecida também como “papo de elevador”. O tempo de um elevador
subir do 1º ao 20º andar tem que ser suficiente para seu evangelista passar uma
boa impressão sobre seu produto ou serviço. Ao mencioná-lo, as pessoas devem
acenar afirmativamente sobre o produto ou serviço. Dessa maneira saberá se seu
negócio tem uma “ideiavírus”.
Algumas
simples ações podem ajudá-lo a criar ou aprimorar sua “ideiavírus”: 1- Entreviste
seus clientes evangelistas e entenda o que o fez adquirir seu produto ou
serviço; 2- Peça aos seus clientes para descreverem qualquer experiência
negativa; 3- Indague sobre o valor que seus produtos ou serviços têm para eles;
4- Pergunte a seus clientes como eles evangelizam seus produtos ou serviços aos
outros; 5- Anote palavra por palavra de tudo o que for dito - se necessário
grave o áudio da entrevista.
Com estes
dados, reestruture o papo de seu evangelista, os quais seus clientes passariam
aos outros, usando os pontos de aborrecimento descritos na entrevista. Faça
testes e aprimore seu papo em eventos, reuniões e mesmo em elevadores. Use toda
essa informação em outras ações de marketing, como nas suas redes de internet,
site e e-mail.
As técnicas de
evangelismo diminuem o custo de aquisição de um novo cliente para seu negócio,
pois um evangelista atrai outro e outro e outro.... Os profissionais de
marketing de evangelismo acreditam que essas técnicas melhoram a lealdade dos
clientes e aumentam a receita. Para medir o resultado do evangelismo estabeleça
alguns padrões: 1- Número de clientes atuais; 2- Taxa de retenção de clientes;
3- Receita de compras repetidas dos clientes atuais. Mensure essas metas
mensalmente, trimestralmente ou anualmente, conforme lhe melhor convier e
compare uma com a outra e estabeleça o seu crescimento, ele deve ser de pelo
menos 5% (um resultado considerável para o marketing de evangelismo) que poderá
crescer exponencialmente, a partir da premissa de que um evangelista atrai
outro e outro e outro...
Então temos as
seguintes tarefas: 1- Colete o “feedback” dos clientes continuamente; 2-
Partilhe seu conhecimento continuamente; 3- Habilmente tire proveito das redes
de marketing boca-a-boca; 4- Estimule seus clientes a se reunirem e partilharem
informações; 5- Elabore ofertas especializadas menores para fazer com que seus
clientes “mordam”; 6- Crie uma causa, concentrando-se em construir um mundo
melhor; 7- Tenha um produto ou serviço “único e quente”.
Tenho certeza
que todas as técnicas ou parte delas você instintivamente já pratica, porém, a
partir de agora, poderá fazê-las de modo organizado e consciente.
Agora é só
arregaçar as mangas e ter para sua empresa a divulgação mais eficaz e barata do
mercado. Boa sorte!
No próximo
artigo falaremos da iluminação e sua mágica para vender mais e mais.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
buzzmarketing
"Quente" e Único
Comunidades
da internet já são coisas antigas, mas poucas empresas de varejo ainda as
utilizam. Facebook, Twitter, Printerest, Tumblr, Vkontaktr, Flickr, Vine, Whatsapp,
Vero, dentre tantas estão aí para cada uma, com sua característica, serem
usadas por sua empresa. Sem falar em blog e e-mail em forma de boletins
informativos. Lembre-se, hoje em dia todo mundo tem um smartphone. Sua
comunicação pode chegar às mãos de seus consumidores antes que seu produto novo
esteja na vitrine de seu negócio. Comunicação em tempo real e grátis.
No
artigo passado, sugerimos como importante ter o contato de seus clientes
potenciais evangelistas. Pois bem use-os, lance mão de algum tempo ou contrate
um especialista e passe a usar a internet a favor de sua empresa. Publique
fotos, novidades, opções de uso, enfim, tudo o que puder ser interessante e
usado por seus evangelistas como argumento de convencimento de que sua marca e
produto e/ou serviço é o melhor. Incentive serem participantes da comunidade de
seu negócio, dê amostras, dê brindes, faça sorteios. Em pouco tempo sua
estratégia de internet terá milhares de seguidores e incentivadores.
Quando
um consumidor adquire um produto ou serviço seu ele, sem perceber, já está
fazendo parte de sua comunidade. Adquiriu porque viu vantagem, não deixe isso
esfriar. Crie pequenos eventos, mas de bom gosto e participativos, convide os
integrantes das comunidades e traga-os para dentro do seu negócio.
Abrace
uma causa: instituições de caridade, por exemplo. Os seguidores do seu negócio,
via as comunidades criadas na internet gerarão publicidade favorável. Seja
solidário de verdade, não apenas na fachada. A conexão emocional será criada e
fortalecerá sua marca.
Seus
colaboradores internos, sentindo a veracidade do trabalho criado e praticado
por seu negócio passarão espontaneamente a serem grandes evangelistas.
Seus
clientes já fidelizados só podem evangelizar um produto ou serviço se ele
realmente for bom, se ele criar vantagens e for oferecido a preço honesto.
Concentre todo
o esforço no que sua empresa tem de melhor para comercializar ou prestar o
melhor serviço. Coloque-o no centro das atenções. Escolha algo que só sua
empresa comercializa ou faz. Seja o diferencial. Isso é começar com um produto
“quente”, deixe que seus concorrentes briguem pelo mesmo, saia da mesmice. Utilize
o “marketing lateral” se for preciso (assunto para outro artigo). Um bom
produto “quente” gerará um boca-a-boca fantástico.
Pare um pouco, olhe para seu
negócio e enxergue que nada do que foi sugerido até agora não possa ser
implementado na sua empresa e de maneira muito mais econômica do que partir para
anunciar na grande mídia. Uma simples “notificação push” de um dos “apps”
citados acima, que você desenvolveu sua comunidade, será prontamente percebida pelo
usuário de seu smartphone. Agora quem garante que ele estará na frente da
televisão, por exemplo, quando seu comercial caríssimo for ao ar?
Com o passar
do tempo, dependendo da evolução de suas comunidades e número de evangelistas
que sua empresa obtiver, talvez valha a pena pensar em criar seu próprio
aplicativo como mais uma ferramenta evangelizadora.
Lembre-se:
toda vez que estabelecer comunicação com seus consumidores, procure saber o que
acham de sua empresa, dos seus produtos e serviços. E crucial, dê-lhes retorno,
mostre-lhes o quanto são importantes. Traga-os para dentro de sua empresa, ouça
os elogios e atente-se às críticas.
Para finalizar
nossa breve passagem sobre o assunto “buzzmarketing”, no próximo artigo veremos
como criar clientes vigilantes, lançar “ideias vírus” e medir o evangelismo de
clientes.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
buzzmarketing
Falando bem
A
palavra "evangelista" provém da palavra εὐάγγελος
("eu-angelos"), do grego koiné,
que significa "boas-novas" ou "boas notícias", por
analogia, os marqueteiros passaram a usar este termo para definir o “buxixo
boca-a-boca”. Seus melhores clientes poderão ser os evangelistas do seu
negócio.
O
perfil de um evangelista é uma pessoa que usa seu produto e serviço com orgulho
e vive contando e indicando aos amigos, parentes, pessoal do trabalho, do lazer
os benefícios e vantagens em tê-lo. São pessoas entusiastas e formadores de
opinião, não raramente compram o produto ou serviço para dar de presente.
Para
identificar o seu consumidor entusiasta, podemos começar com uma simples
pesquisa de opinião em um formulário simples, entregue ao consumidor na boca do
caixa, pedindo que deixe sua impressão sobre o produto da loja e do atendimento.
A pergunta tem que ser aberta para que ele tenha necessariamente que escrever o
que acha.
O
“buxixo” viaja por rede invisível, mas pode chegar onde você deseja, para tanto
é necessário saber de onde seu evangelizador é, onde frequenta e se está de
conformidade com seu anseio de clientes e “prospecters”.
A partir daí,
selecione os que mais se identificam com seu serviço ou produto e traga-os para
seu lado. Convide-os para uma pesquisa laboratorial. Peça ajuda a um
profissional, prepare um ambiente e traga-os para um bate-papo descontraído
sobre seu negócio, produtos e serviços disponibilizados. Mostre-lhes as
vantagens e benefícios e presenteio-os com o que tem de melhor. Dê-lhes lanche
e bebidas. Procure saber que produto ou serviço comprou, como comprou, por que
comprou, como foi afetado e como tem usado.
Faça isso uma
vez por semana, uma vez por mês, ou como melhor lhe convier. Se possível crie
vários grupos diferentes. Antes de começar a reunião, reserve um tempo
(possivelmente com o serviço de café ou lanche) para que seus clientes
conversem entre si e troquem opiniões sobre sua empresa, produtos e serviços.
Um kit bem montado com folheto contendo informações adicionais e mimos são
sempre bem vindos.
Estabelecer
esse relacionamento com seu cliente é o caminho para a criação do “buxixo”.
Lembre-se da conta: - Uma pessoa empolgada com seu produto ou serviço fala e
indica para pelo menos mais 5 pessoas. Vamos arregimentá-las, organizá-las e
dirigi-las ao nosso favor.
Tenha o
cadastro completo de cada uma dessas pessoas, saiba achá-la rapidamente, você pode
precisar disso.
Ainda no tema “Buzzmarketing”
falaremos sobre comunidades, causas, amostras e como começar com um produto
“quente”. Até o próximo artigo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
buzzmarketing
Deixa Falar
Agências
de avaliação de risco financeiro, FMI, índices econômicos, índice de
desemprego, inflação, política econômica do governo, crise política sem fim e
tantos outros indicadores econômicos estão, infelizmente, mostrando que teremos
anos muito difíceis para o varejo. Como parece não ser um tempo curto e
passageiro de vacas magras e que não tossem, temos que pensar em como divulgar
de forma sólida e permanente o negócio do varejo, principalmente o pequeno e
médio que deverão ser os que mais sofrerão.
O
bombardeio de propaganda que um consumidor sofre hoje é monstruoso. Caminhando
por uma rua de comércio no centro da cidade juntamos um calhamaço de panfletos
e folhetos. As lojas gritam com seus microfones em nossa orelha suas ofertas e
vantagens. Nos postes, ônibus e paradas de ônibus, nos táxis, nos celulares, na
tv à cabo, na tv aberta, nos jornais, revistas, outdoors, estacionamentos... Propaganda
em todos os lugares e de todos os jeitos. Você seria capaz de dizer as últimas 4
propagandas que você acabou de ver. Pense um pouco... difícil né? Qual delas te
impactou de verdade e te fez decidir comprar o produto anunciado?
Meu
Deus, quer dizer então que propaganda é dinheiro jogado fora e não impacta mais
ninguém, não serve para mais nada? Não é bem assim! Toda propaganda tem sua
eficácia, principalmente quando feita de maneira inteligente. Agências de
propaganda estão aí para isso: buscar a melhor e mais eficiente maneira de
vender seu produto ou serviço.
Mas
queremos falar de uma das melhores maneiras de fazer propaganda de seu varejo
ou serviço, que custa infinitamente menos que qualquer tipo de propaganda que
você possa pensar, essa propaganda tem um nome técnico: Buzzmarketing e uma definição: “Evangelização”. Estamos falando do popular boca-a-boca. No livro com o mesmo
título, Bem McConnel & Jackie Huba
afirmam que não existe maneira mais barata e eficiente para qualquer negócio do
que o boca-a-boca. Segundo eles, quando compramos, levamos em conta a opinião
de quem comprou algum produto ou usou determinado serviço. Consultamos amigos,
parentes e conhecidos pedindo-lhes a opinião sobre o que estamos com a intenção
de adquirir.
Nos
anos 1980 e 1990 a TARP (uma empresa de pesquisa de lealdade dos clientes) constatou
que um cliente satisfeito conta sua experiência, com determinado produto ou
serviço, para cerca de 5 a 8 pessoas, já o cliente insatisfeito conta sua
experiência para cerca de 10 a 12 pessoas. Vamos usar aqui a fórmula da TARP
para tentar entender o efeito exponencial dos clientes insatisfeitos.
Medindo
o efeito do boca-a-boca de clientes satisfeitos e insatisfeitos usando uma base
de 5 mil clientes (usaremos os limites inferiores) Satisfação de 62% -
Insatisfação de 38%:
Efeito
do cliente satisfeito Efeito
do cliente insatisfeito
%
de clientes satisfeitos = 3.100 % de clientes insatisfeitos = 1.900
Recomendações = 3.100 x 5 Não recomendações =
1.900 x 10
Referência
positiva = 15.500 Referência negativa =
19.000
Sua
empresa ou serviço foi falada negativamente 3.500 vezes mais que positivamente.
Até
aqui sem muita novidade, mas a partir do próximo artigo estaremos esmiuçando o
marketing boca-a-boca em seus detalhes, com exemplos reais, passando como você
poderá usar essa ferramenta poderosa a favor de seu negócio e, assim, evitar
crises ou vulnerabilidade no seu faturamento. Vamos criar “Evangelistas” para
seu negócio que trabalharão de graça para seu sucesso.
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