domingo, 17 de março de 2019

Branding -
Posicionamento -
Jesus “quebrou” tudo

          Vejamos uma das maneiras de varejar mais antigas e duradouras da história. Com origem incerta, onde alguns historiadores marcam a presença desse evento desde 500 a.C. Os povos fenícios, gregos, romanos e árabes já se utilizavam da feira livre para escoar suas produções artesanais e de alimentos. Para comercializarem seus produtos junto à burguesia, os artesãos e pequenos produtores agrícolas demonstravam seus produtos aos domingos organizados em pequenas barras, próximos às igrejas das vilas. Estamos falando de uma “MARCA” com mais de 2.500 anos de existência. 

         
    A palavra feira teve origem na palavra em latim “feria”, que significa feriado ou dia santo e a palavra “freguês”, usada para tratamento dos clientes das feiras livres, originou-se também do latim “filiu ecclesiae” que significa “filhos da igreja”. Vendedores e compradores aproveitavam os feriados e as missas para fazerem negócios. E essa relação foi assim até que Jesus “quebrou” tudo dentro de uma igreja. 

                De onde veio a necessidade do primeiro reposicionamento de marca. 

                - Que tal uma viela com muito trânsito de pessoas? 

             Parar de trocar mercadorias e passar a vendê-las, se demonstrou um excelente negócio para os que fabricavam e produziam e para os que nada produziam e necessitavam destas mercadorias para a sobrevivência. 

            Com o passar do tempo a população cresceu, as cidades se organizaram, as plantações se automatizaram, os artesanatos se industrializaram, mas as feiras livres resistiam. 

          As universidades passaram a estudar os fenômenos da natureza humana e seus comportamentos e com isso surge o marketing e todos os seus desdobramentos. Os executivos do planejamento. 

        Ao invés de levarmos os produtos para as ruas, que tal colocarmos eles dentro de grandes barracões e trazer os consumidores até os produtos? Reposicionando a feira livre. 

       Mercados, supermercados, hipermercados. As feiras livres permaneciam fortes e firmes. Praticou-se dumping com vendas por quilo e nada tirava o espaço do comércio mais antigo do mundo. 

           Como nas feiras livres, os supermercados vendiam de tudo e ainda entraram com a linha branca e eletroeletrônicos. Mas a praticidade de estar perto da casa do consumidor; do contato direto com o vendedor; da oportunidade da barganha; venciam qualquer reposicionamento. 

             Mas espera lá! As feiras livres não têm marca, não têm organização, não têm gestão integrada nem alguém que organize suas necessidades, sustentação de marca... 

        Com o inchaço das cidades veio e escassez de locais para estacionamento, sensação de insegurança pessoal... 

         
        Então os conhecimentos de executivos de Branding aliados a empreendedores de varejo buscaram uma nova forma para a feira livre. Com localizações escolhidas por pesquisas, amplos estacionamentos, embalagens diferenciadas, marca estudada cuidadosamente, acharam um reposicionamento para as feiras livres. Surgem os varejões. Produtos de primeira linha, processados, embalados, descascados, ralados, com exposição digna de artigos de luxo, estudo de fluxo e luz dentro das áreas de vendas e, acima de tudo, com preço justo pelo oferecido. 

                A gestão integrada de Branding na velha e já desgastada feira livre parece estar decretando o fim do comércio mais antigo do mundo que dura mais de 2.500 anos.

domingo, 3 de março de 2019


Branding -
Sobrevivendo a gerações -

          A “Marca” do seu negócio?
       Chama a atenção... é bonitinha... te dá orgulho... e isto basta?
    - O que transmite? - Qual a personalidade? - O que falam? - Qual a aceitação? - É facilmente reconhecida?
     Inicialmente a marca do negócio era vista como sinônimo de qualidade e segurança. Depois evoluiu para promotora de status para aceitação social. Atualmente falamos em estilo e substância. Traduzida em Gestão Integrada de Branding. Enxerga a marca como algo que ajude seu cliente a ter uma vida melhor, reconfortante, excitante...
            
    A expectativa de vida máxima de uma marca é entre 40 e 50 anos. Menos de 30% das marcas tem sobrevida acima disso. As que sobrevivem alardeiam bravamente este feito. Cá entre nós, com muito orgulho.
  Certamente soube se renovar, se revitalizar ou mesmo se reinventar. Necessariamente passou por esses processos para passar de uma geração para outra. Caso contrário sumiu e foi esquecida no tempo. Teve seu valor, mas agora jaz.
Como acontece com quase tudo, a internet acelerou esse processo. Varejo físico e eletrônico, dificilmente alguém vai fazer compra em uma loja física, sem antes ter pesquisado o produto e sua loja na web. - Qual o peso de sua marca nessa decisão? - Qual a reputação digital de sua marca?
Gestão Integrada de Branding passa por: -“buyer persona” (consumidor padrão, falamos sobre isso anteriormente) - “benchmarking” - “slogan” - valores - crenças - raízes - cultura - herança - grafismos.
Pensemos um pouco...
- A qual conceito sua marca é associada?
Nem sempre é o que você pensa ou deseja pra ela.
- Seu produto é melhor que o do concorrente?
Nem sempre grandes marcas tem o produto de maior qualidade, certamente conhece lojas que vendem muito mais que a sua e com produtos inferiores ao seu. - Porque?
- O logo da sua loja é também um símbolo?
Na maioria das vezes o logo de uma loja não representa nada. Não passa de um nome sem qualquer conexão, com cores erradas, grafia complicada, com uma tipologia bonitinha.
- O logo tem o complemento adequado, realçando o nome da marca. O slogan é de fácil assimilação?
- A sua marca demonstra com facilidade ao consumidor onde você está competindo. Seu público alvo percebe com facilidade seu posicionamento e o quê e de que maneira sua loja oferece?
Gestão Integrada de Branding passa por tudo em sua marca. Tem que mostrar seu diferencial junto a sua concorrência, atender as expectativas de seu consumidor padrão, ter presença marcante, ser relevante.
Falaremos mais detalhadamente nos próximos artigos sobre a administração e manutenção de sua marca de maneira que possa contribuir para que ela supere e sobreviva por gerações. Até lá.

sábado, 9 de fevereiro de 2019


Reputação Digital - 
Hoje não faço pra você!

                Antes era assim:
Um dos melhores sanduíches que existe. Uma alquimia perfeita, coisa de dar água na boca mesmo, se acompanhado de um chopinho bem gelado, torna-se irresistível. Aí você entrava no bar e pedia para o dono, que tinha seu nome no nome do bar, que fazia o famoso sanduíche há décadas, sempre igual, impecável e ele olhava para a sua cara e falava extremamente seco, sem educação e grosso que não iria fazer. Daí não adiantava implorar, rezar, chorar... podia ir embora, que o seu sanduíche, naquele dia não sairia. Virou folclore. Credibilidade varejista inexplicável.
      
          Na década de 60, um gênio, estabelecido no interior de São Paulo e proprietário de uma empresa de cobrança, carnês vencidos, notas promissórias não honradas, e dívidas afins, teve uma ideia brilhante para inovação no seu sistema de cobrança. Vestir seus cobradores com macacões vermelhos e colocá-los sentados na porta do devedor. Não haveria mais desgaste entre o cobrador e o devedor. Todo mundo que passasse pela rua e visse o “vermelhinho” sentado na porta saberia que o morador era devedor. Credibilidade do cidadão destruída.
                O conceito é Consciência Coletiva.
                Se todos falassem bem, a loja era boa e todos compravam, sem questionar, pois, fulano falou muito bem para mim.
                Diz a velha métrica de marketing que quando um consumidor é bem tratado e paga preço justo pela mercadoria honesta que levou, vai falar bem de sua loja para três pessoas. Agora se o contrário acontecer, pode ter certeza que falará mal de sua loja para pelo menos dez pessoas. Jogue o três e o dez na progressão geométrica e veja o que acontece.
                Então o que fazer se o caso fosse de má fama. Os meios de comunicação em massa eram restritos há poucos jornais, rádio e tevês.
                Um colunista social, uma matéria paga, ou mesmo uma boa campanha de marketing acabavam abafando os dez que falavam mal e tudo voltava ao normal. Vida que toca.
                Tiveram até empresas que foram criadas para “vender” destaque do ano na atividade, eleito em pesquisa popular de preferência e simpatia.
                Valia tudo para a reputação da loja ser alta, isso significava mais vendas por credibilidade.
                Agora passou a ser assim:
                Hoje quem vende o destaque do ano é a pesquisa popular feita nas redes sociais e no google, que mostram instantaneamente qual a reputação da pessoa ou empresa.
                Com a popularização dos PCs e Smartphones, as empresas que “vendiam” o diploma de destaque do ano, agora vendem boa classificação e conceito na pesquisa quando você joga determinada empresa ou pessoa, do Google, ou se preferir, quando você dá uma “googada”.
                Qualquer pessoa pode entrar em um dos, ou em todos os sites de reclamação, e relatar o ocorrido, falando bem, ou falando mal. Cuidado, o falando bem está acabando. A falta de tempo só move o ser humano para usar seu tempo reclamando, nunca, ou quase nunca, elogiando. E lá se foi a reputação digital para o “beleléu”. Rapidamente a consciência coletiva digital jogou trabalho de anos do varejo no lixo, não raro sem razão. Facilmente concluímos que a consciência coletiva nos tempos de hoje está na internet. Veja o exemplo da eleição para presidente do Brasil de 2018. Rapidamente a consciência coletiva digital ganhou os ansiosos por mudanças. Saber usar e manipular a internet é uma maneira “democrática” de controle de massa. Isso poderá ser a diferença no seu faturamento.
             
   Ninguém mais perde seu tempo olhando um quadro fixado na parede ao lado do caixa onde a loja recebeu o título de destaque do ano. Não se faz mais pesquisas de porta em porta para saber qual a padaria preferida da cidade. O negócio ficou muito mais democrático, rápido e perigoso. Um escorregão e já era.
                Quer dizer que se um cliente de minha loja ficar, seja por qual motivo for insatisfeito e reclamar de minha loja nos sites próprios para isso e nas redes sociais, o negócio já era. O que fazer então diante de uma situação dessa?
                Agora as empresas não “vendem” mais o diploma de destaque do ano. Elas monitoram diuturnamente as redes sociais, fóruns, sites de reclamações, blogs e tudo mais que possa estar levando o nome do lojista e sua loja em pauta. A classificação é dada em positiva ou negativa avaliando o alcance da mensagem e sua influência. Caso a classificação seja negativa cria-se estratégia para reversão digital da negatividade.
                Pelo bem ou pelo mal, dê importância à reputação digital de seu negócio, isso pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.
                Só para registro o referido bar no início do artigo e seu sanduíche duraram mais que o seu dono e criador, existe até hoje. Já a empresa de cobrança abriu falência. Seus cobradores vestidos de vermelho apanharam tanto que ninguém mais quis trabalhar na empresa.

domingo, 13 de janeiro de 2019


Endomarketing -
A grama do vizinho amarelou 

                Semana ruim para todos, ninguém vendeu nem o suficiente para pagar as contas, você olha para seus vendedores e vê a estampa do desanimo. Aí, como inevitável é, vai dar uma olhada na grama do vizinho. Mesma coisa, nada de vendas, mas surpreendentemente vê os funcionários alegres e engajados, apesar da semana “extra-super-negativa”. Inevitavelmente vem a pergunta: - O que tem a grama deles que a minha não tem?
No artigo anterior refletimos um pouco sobre o marketing de incentivo, que tem como objetivo incentivar os funcionários/colaboradores a buscarem melhores resultados, através de campanha interna com premiação.
                Seguindo essa linha de incentivo interno, vamos discorrer um pouco sobre endomarketing – Endo = “dentro/interno” – Marketing = “conjunto de atividades que visa entender e atender às necessidades do cliente”.
      
No nosso caso agora, o cliente nada mais é do que o funcionário/colaborador da loja de varejo. O colaborador da sua loja, o seu maior patrimônio.
                Então do que se trata o Endomarketing?
            É um conjunto de estratégias de marketing voltadas para o público interno da empresa visando, através de motivação e engajamento, que produzam resultados significantes para seu negócio.
                O marketing interno bem estruturado e planejado pode trazer vários benefícios para a empresa. O colaborador satisfeito, se mostra mais motivado e conhecedor do produto que vende, passando assim mais confiança ao cliente. Bem engajados e alinhados com a cultura da empresa, os colaboradores conseguem ver que o que realizam; é parte significante para o desempenho geral, tornando isso recompensador, o que acaba por consequência diminuindo a rotatividade, uma vez que esteja satisfeito não trocará de trabalho e ainda terá o objetivo de melhorar individualmente, para benefício da empresa e dos parceiros de trabalho.
                Parece-nos que os motivos são mais do que suficientes para praticarmos o endomarketing na loja; vejamos então o que podemos fazer de prático. Eis algumas dicas dos marqueteiros de plantão.
                O RH de seu varejo deve constantemente promover pesquisas de clima entre os colaboradores. O que eles têm a dizer pode ser muito importante: falhas no processo, sugestões de melhorias, grau de contentamento. A comunicação tem que ser de mão dupla.
                Eventos internos, que promovam o contato interpessoal fora da rotina de trabalho como palestras, happy hours, cursos profissionalizantes e de desenvolvimento pessoal, contribuem para o crescimento de todos, inclusive da empresa.
                A comunicação tem que ser de mão dupla, quando o colaborador der uma sugestão, tem que receber o feedback, pois assim se sentirá peça fundamental no desenvolvimento da sua loja. Outra ferramenta que deve ser usada é a política de benefícios, não falando dos benefícios da lei trabalhista, mas o de incentivo ao crescimento e reconhecimento, como por exemplo um dia a mais de folga, um prêmio em dinheiro, enfim, todos gostam de serem reconhecidos pelo seu trabalho e desempenho.
               
As vezes um local de descanso ou mesmo para almoço e lanche bem decorado, com a marca da empresa e seus valores em destaque ajudam no sentimento de acolhimento recebido pelo colaborador.
                Mantenha no consciente coletivo da sua loja que ela não gosta da zona de conforto, quer sempre estar inovando e acompanhando as tendências. Procure gerar o bem-estar nos funcionários ao simples fato de eles sugerirem.
                Ideias devem ser sempre bem-vindas. Com um bom endomarketing você acabará percebendo que a grama do vizinho amarelou.