Reputação Digital -
Hoje não faço pra você!
Antes
era assim:
Um dos
melhores sanduíches que existe. Uma alquimia perfeita, coisa de dar água na
boca mesmo, se acompanhado de um chopinho bem gelado, torna-se irresistível. Aí
você entrava no bar e pedia para o dono, que tinha seu nome no nome do bar, que
fazia o famoso sanduíche há décadas, sempre igual, impecável e ele olhava para a
sua cara e falava extremamente seco, sem educação e grosso que não iria fazer.
Daí não adiantava implorar, rezar, chorar... podia ir embora, que o seu
sanduíche, naquele dia não sairia. Virou folclore. Credibilidade varejista
inexplicável.
O
conceito é Consciência Coletiva.
Se
todos falassem bem, a loja era boa e todos compravam, sem questionar, pois,
fulano falou muito bem para mim.
Diz
a velha métrica de marketing que quando um consumidor é bem tratado e paga
preço justo pela mercadoria honesta que levou, vai falar bem de sua loja para
três pessoas. Agora se o contrário acontecer, pode ter certeza que falará mal
de sua loja para pelo menos dez pessoas. Jogue o três e o dez na progressão
geométrica e veja o que acontece.
Então
o que fazer se o caso fosse de má fama. Os meios de comunicação em massa eram
restritos há poucos jornais, rádio e tevês.
Um
colunista social, uma matéria paga, ou mesmo uma boa campanha de marketing
acabavam abafando os dez que falavam mal e tudo voltava ao normal. Vida que
toca.
Tiveram
até empresas que foram criadas para “vender” destaque do ano na atividade,
eleito em pesquisa popular de preferência e simpatia.
Valia
tudo para a reputação da loja ser alta, isso significava mais vendas por
credibilidade.
Agora
passou a ser assim:
Hoje
quem vende o destaque do ano é a pesquisa popular feita nas redes sociais e no
google, que mostram instantaneamente qual a reputação da pessoa ou empresa.
Com
a popularização dos PCs e Smartphones, as empresas que “vendiam” o diploma de
destaque do ano, agora vendem boa classificação e conceito na pesquisa quando
você joga determinada empresa ou pessoa, do Google, ou se preferir, quando você
dá uma “googada”.
Qualquer
pessoa pode entrar em um dos, ou em todos os sites de reclamação, e relatar o
ocorrido, falando bem, ou falando mal. Cuidado, o falando bem está acabando. A
falta de tempo só move o ser humano para usar seu tempo reclamando, nunca, ou
quase nunca, elogiando. E lá se foi a reputação digital para o “beleléu”.
Rapidamente a consciência coletiva digital jogou trabalho de anos do varejo no
lixo, não raro sem razão. Facilmente concluímos que a consciência coletiva nos
tempos de hoje está na internet. Veja o exemplo da eleição para presidente do
Brasil de 2018. Rapidamente a consciência coletiva digital ganhou os ansiosos
por mudanças. Saber usar e manipular a internet é uma maneira “democrática” de
controle de massa. Isso poderá ser a diferença no seu faturamento.
Quer
dizer que se um cliente de minha loja ficar, seja por qual motivo for
insatisfeito e reclamar de minha loja nos sites próprios para isso e nas redes
sociais, o negócio já era. O que fazer então diante de uma situação dessa?
Agora
as empresas não “vendem” mais o diploma de destaque do ano. Elas monitoram
diuturnamente as redes sociais, fóruns, sites de reclamações, blogs e tudo mais
que possa estar levando o nome do lojista e sua loja em pauta. A classificação
é dada em positiva ou negativa avaliando o alcance da mensagem e sua
influência. Caso a classificação seja negativa cria-se estratégia para reversão
digital da negatividade.
Pelo
bem ou pelo mal, dê importância à reputação digital de seu negócio, isso pode
ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Só
para registro o referido bar no início do artigo e seu sanduíche duraram mais
que o seu dono e criador, existe até hoje. Já a empresa de cobrança abriu
falência. Seus cobradores vestidos de vermelho apanharam tanto que ninguém mais
quis trabalhar na empresa.


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