Covid19 -
Reinauguração -
E agora, José?
Reinauguração -
E agora, José?
Carlos
Drummond de Andrade - 1942
E
agora, José?
A
festa acabou,
A
luz apagou,
O
povo sumiu,
A
noite esfriou,
E
agora, José?
E
agora você?
Você
que é sem nome,
Que zomba dos outros,
Que zomba dos outros,
Você
que faz versos,
Que
ama, protesta?
E
agora José?
Mais cedo ou
mais tarde, tudo voltará ao “normal” tudo vai ficar “bem”. Já cansamos de ouvir
isso na mídia. Os shoppings e suas lojas reabrirão, os consumidores poderão
voltar a passear, comprar, se divertir.
Nós, que
pensamos, respiramos e vivemos shopping, estamos nos perguntamos o que fazer? Como
fazer? Como vai ser? Enfim, as dúvidas e medos são enormes.
Se estivesse à
frente da gerência de marketing de um empreendimento neste momento, tomaria
algumas atitudes.
A primeira é
rasgar o plano de marketing para 2020, que provavelmente está pronto e aprovado
desde o final de 2019.
Trabalhar em
um plano especial para esse momento de reabertura, como se fosse o
empreendimento que está sendo inaugurado, um shopping completamente novo.
Procurar saber quem é o público que está frequentando? De onde vem? Quanto
sobrou no orçamento familiar para o consumo, diversão, alimentação...
Em hipótese
alguma explorar o medo do consumidor (isso a mídia já fez e faz em demasia),
mas adotar ações de higiene conforme recomenda as organizações de saúde, não
praticar a exploração do tema em ações de
marketing, tipo máscaras de proteção com logo do shopping ou frases de “estamos ajudando você”. Colocar todo efetivo na limpeza, chegando até atrapalhar os consumidores no corredor.
marketing, tipo máscaras de proteção com logo do shopping ou frases de “estamos ajudando você”. Colocar todo efetivo na limpeza, chegando até atrapalhar os consumidores no corredor.
Mostrar na
comunicação, sobriedade, serenidade e empatia. Gastar menos nas campanhas de
datas de varejo e mais na relação de importância que o consumidor tem para o shopping.
Trabalhar incansavelmente na mídia digital, atacando mais do que nunca o marketing
de vizinhança. Não tentar invencionices e novas maneiras de exposição (tipo
venda no estacionamento). O consumidor vai querer sentir o shopping com caminhadas
pelos corredores, ver vitrines, sentir o empreendimento. Não tirar a
experiência da compra do consumidor, ser atendido pelo vendedor, conhecer as
vantagens do produto desejado.
Dar atenção
redobrada aos lojistas: quem está vendendo? O que está vendendo? Porque está
vendendo? Quem não está vendendo? Porque? A troca de informação nesse momento é
vital. Reuniões com lojistas e associações é de muita valia.
Trabalhar o
endomarketing mais do que nunca, todos os colaboradores têm que trabalhar felizes,
animados ao ponto de contagiar os clientes.
Jamais
esquecer da concorrência, o benchmarking não faz mal a ninguém.
Copiar e aprimorar uma boa ideia nunca fez mal a ninguém.
Copiar e aprimorar uma boa ideia nunca fez mal a ninguém.
Tranquilidade
e equilíbrio, nada muito além disso.
A hora é de
dizer, eis-me aqui e “firmar-se na rocha”.
No terceiro
natal o empreendimento estará maturado. Quem já inaugurou um shopping e
permaneceu nele por pelo menos três anos sabe o que virá pela frente.
Simples, sem
ações milagrosas. Mãos à obra.
Vamos José!



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