Marketing Lateral
Mente aberta, olho atento!
Com a saturação do mercado e a exigência do consumidor cada vez mais acirrada, o marketing lateral faz-se cada dia mais necessário. Uma nova forma de pensar o uso e a necessidade do mesmo produto em novo formato? Em nova quantidade?
O pensamento tem que ser deslocado lateralmente. Por exemplo, coloque em uma prancheta de desenho um cartão de crédito e liste tudo o que ele compra, tudo o que ele pode. Olhe lateralmente e descubra que as refeições de funcionários de empresas (ticket ou vale refeição) podem virar um cartão vale alimentação.
Temos que criar situações de uso além da rotina e padrão. Como fazer com que o consumidor de fast-food esporádico, preocupado com as calorias e boa nutrição, passe a consumir em sua loja diariamente. Foi o que as grandes redes fizeram. O que é, como pode ser? Implantaram em seus cardápios saladas, sanduíches de peixe, frango, frutas de sobremesa e água de coco como bebida para acompanhar.
Não sei quem, mas alguém, olhando para os sacos de papel que protegiam os morangos de pragas até ficarem no ponto para serem colhidos, pensou e se forem de plástico? E se esse plástico tiver forma? Deu bem certo. Podemos comer hoje morangos com forma de coração. Continuou pensando lateralmente e criou a melancia quadrada, a laranja quadrada ou pentalátera, os pepinos em formato de estrelas ou coração...muito bem, mas tudo na escala de produção, e o varejo? Oras, quanto será que a quitanda venda a mais de frutas, só por descasca-las e embalá-las em pequenas porções, ou só por lavar e cortar folhas e legumes, alterando dessa maneira a dimensão da necessidade, antes não coberta pelo mesmo produto, dado à vida à vida corrida dos consumidores hoje em dia.
O pensamento lateral que levou o grande varejista de fast-food em vender brinquedos junto com refeições, foi concebido para vender mais sanduíches para as crianças e fideliza-las como consumidores desde a infância, ou foi concebido para se tornar um dos maiores vendedores de brinquedos do mundo?
Em situação de um produto descartado pelo mercado: a bandana, há muito tempo “fora de moda”, desde os idos hippies. Em um belo dia uma marca esportiva para poder divulgar mais e de maneira bem mais visível resolveu vestir seus atletas, patrocinados, com bandanas decoradas com grandes logotipos da marca. Não precisou de muito tempo e hoje é novamente um item que compõe diversos lucks. Foi pensando lateralmente que a marca ressuscitou um mercado abandonado há tempos.
A criação de novos produtos sem se preocupar com o consumidor do concorrente, é uma mecânica a ser adotada quando se pensa lateralmente em busca de novas possibilidades para produtos antigos ou descartados. Pegando algo que saiu de venda e pensando sobre ele como um novo produto, pode gerar várias possibilidades.
Já pensou em uma venda sem entrega do produto?
Ou quase isso. Na década de 90, os CDs surgiram como a grande novidade. Som puro, limpo, perfeito. Acabou com a chiadeira dos discos de vinil. Logo as lojas de música com venda exclusivas de CDs, com o sucesso, as franquias. Consequência do pensamento lateral surgiu o Vale Presente. A venda que não entregava o produto (só depois). Isso criou a possibilidade de três vendas em uma. A venda do CD para o cliente, a venda do Vale CD, e depois a conversão em mais venda para quem iria retirar o presente na loja. As lojas de CDs sumiram rapidamente com o avanço da tecnologia e o lançamento do MP3. Mas a ideia persistiu e hoje os grandes magazines transformaram o Vale em Cartão Presente.
O departamento de marketing é responsável pelas tarefas tradicionais que seu varejo exige. Já o Marketing Lateral, as ideias novas, as novas estratégias, podem ser delegadas a agências de criação; pode surgir dos empreendedores, dos vendedores, do recurso humanos, de fornecedores, de amigos, enfim, que qualquer lugar, a qualquer momento, em qualquer circunstância. Mente aberta e olho atento. Pense lateralmente. Sempre. Não custa nada.
Sou profissional de varejo com forte desempenho em marketing e arquitetura. Através deste blog, quero compartilhar a minha paixão com pessoas de perto e de longe. Escrevo sobre o meu trabalho, sobre as coisas que vejo e atualizações do varejo. Obrigado pela visita. Comecei no varejo há mais de 20 anos. Esse negócio entrou em meu sangue e nunca mais deixei o meio, sempre estudando, especializando e trabalhando para o varejo. Precisando de idéias ou consultoria: sidneifdelpasso@gmail.com
sábado, 27 de outubro de 2018
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Marketing Lateral
Cereal em Barra ou Maçã Quadrada?
Sabe o fulano insatisfeito, então, aquele que vendia bem mas queria
vender mais... aquele que plantava mas queria que seus frutos tivessem maior
valor...
Então foi esse insatisfeito que acabou criando o Marketing Lateral a
partir de suas necessidades de expansão das vendas...
Ou será que foi o escritor estudioso que criou o Marketing Lateral a
partir da observação de um insatisfeito...
Ou seria ainda um pensador desocupado deitado na rede de barriga para
cima inconformado com a natureza das coisas...
Quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Vende mais porque é fresquinho ou
é fresquinho porque vende mais?
Alguma dúvida nos faz desenvolver novas maneiras de vermos a mesma coisa.
Essa visão pode possibilitar oportunidades para a realização de mais e mais
negócios.
Já pensou em uma fruta que não rolasse pela pia ou dentro do
refrigerador? Ou mesmo uma fruta que você não precisasse retirar os caroços
para comê-la? Ou ainda um cereal que não fosse em caixa ou saquinho e coubesse
no bolso?
Houveram pessoas que de forma espontânea ou estimuladas, acabaram
desenvolvendo produtos que já existem, mas diferentes. Veja a melancia sem
caroços, a laranja pentagonal, a maçã quadrada, o cereal em barra.
Sorvetes com o mesmo nome do achocolatado, biscoitos com o mesmo nome da
barra de chocolate e assim por diante.
Marketing Lateral é uma forma diferente de vender a mesma coisa e aumentar
substancialmente seu faturamento com poder de agregação de valor.
Mas, e para quem é só varejista não fazendo parte da cadeia produtiva,
apenas comprando e vendendo produtos já prontos. Como usar o famoso Marketing
Lateral?
Deita na rede. Põe a barriga para cima... pensa...
As cadeias de fast-food criaram o combo. E ainda vem as famosas perguntas:
- Quer calda extra, por mais um real?
- Troca batata média por grande por mais um real?
- Um sorvete para acompanhar?
Os grandes magazines criaram os packs:
- 3 Meias pelo preço de 2.
- Pacotes com 5 cuecas - com várias cores para todos os gostos.
O que você pode fazer em seu negócio para promover o Marketing Lateral
com produtos de revenda e aumentar seu faturamento?
De repente a maçã não role igual a de Isaac
Newton, mas você pode ter uma ideia milionária...
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Marketing de Proximidade
1984 foi só o começo
Eric Arthur
Blair, nascido em 1903 na Índia Britânica, aos 46 anos de idade publicou um dos
livros mais verdadeiros da ficção cientifica. O Grande Irmão está Observando
Você, a “center line” de 1984. Um governo autoritário que possuía um mecanismo
para controlar as pessoas. Câmeras observando e controlando as pessoas all
time. Em 1949? Uma loucura impossível de se pensar... imagina?
Só faltou ele
escrever em seu livro: Sorria você está sendo filmado!
Hoje para
sermos observados e controlados, não importa o regime de governo, no
autoritário, conservador ou mesmo no liberal, 24 horas por dia tem alguém te
vendo, ouvindo ou induzindo, multando, fotografando, gravando, prendendo, ou
mesmo seguindo seus passos por GPS.
Em 2013 a
Apple lançou e patenteou um pequeno dispositivo sinalizador, capaz de se
comunicar com outros, sem a necessidade de WIFI ou GPS, e adivinha quais são os
outros dispositivos: - Seu smartphone. Este dispositivo é conhecido no mercado
como iBeacon; existe outros como Estimow, Gelo e Beaconic, todos se comunicam
com sistema Android ou iOS, através do Bluetooth.
Quem mais se
utiliza desses dispositivos é o setor varejista. A venda não pode parar, os
resultados são cobrados incessantemente dia após dia.
Confirmando a
previsão de George Orwell, o grande irmão chegou, com um pouco de atraso, mas
veio para ficar e nos controlar cada vez mais. Navegando pela internet, você
cede ao apelo de algum anúncio publicitário e “klica” na página e dá uma olhada
no produto, pronto. Desse momento em diante, qualquer página que você acesse,
notícias, redes sociais enfim, qualquer coisa, o produto aparecerá como oferta
para você adquirir.
Você varejista
pode e deve, se puder e interessar lançar mão dessa “nova” tecnologia em sua
loja ou rede de loja. Beacon em uma tradução livre, seria “farol”. Permite a
personalização do atendimento ao cliente, sem o contato físico e pessoal com o
consumidor. Em um raio de aproximadamente 100 m², é perfeitamente possível
acompanhar passo a passo o ir e vir de seu cliente. Passando por uma vitrine,
você coloca em seu aparelho mobile os preços e ofertas dos produtos que ele
está vendo. Pode chamá-lo para uma promoção especial ou oferta relâmpago, tudo
personalizado e exclusivo.
A “Dona Maria”
vai se sentir especialmente tratada e querida pela loja.
O Marketing de
Proximidade cada vez mais próximo, mais preciso, mais evoluído e mais
perspicaz. Com o Beacon, a empresa sai na frente dos concorrentes, enquanto as
demais gritam pela “Dona Maria”, a que utiliza esse mecanismo, identifica,
personaliza e “põe no colo” seu consumidor.
Imagine-se
entrando em um restaurante e receber boas vindas em seu celular, sendo chamado
pelo nome. Ter imediatamente em seu aparelho o cardápio e a carta de vinhos e
ainda a sugestão do chefe, poder fazer o pedido, e pagar a conta tudo através
de seu celular; ah e o mais interessante, pode ser por seu “smartwatch”. A
tecnologia sabe como usar a vaidade das pessoas para o desenvolvimento e
crescimento do varejo.
A
geolocalização em ambientes fechados veio para ficar e seduzir o consumidor,
claro, se bem usado pelo varejista, é uma das armas de marketing mais
eficientes para fomento de vendas, como para identificação e marcação dos
hábitos do seu consumidor individualmente. Instantaneamente o cliente é
identificado com o que habitualmente compra, como paga, frequência de compra,
taxa de conversão, ticket médio... tudo que precisa para ser tratado
personificadamente e aumentar suas vendas.
Não espere
mais, use o marketing de proximidade mobile. Só tem a ganhar.
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