benchmarking
Espiando o vizinho
Espiando o vizinho
Trabalho com marketing de varejo
há mais de 20 anos e no atual momento econômico do País, estou vendo muitas
publicações discutindo a criatividade para vencer na crise. Vou aqui dissertar
um pouco sobre um assunto antigo, mas sempre em voga.
Na primavera de 1992, século
passado, mas, continua extremamente atual. No interior de São Paulo fora
inaugurado um shopping de vizinhança no centro da cidade, e nele um caso de
lojista que vamos tomar como exemplo de espionagem dos vizinhos.
Uma família abastada, vindo da
capital atrás de qualidade de vida, inaugurou um pequeno empório nesse
shopping. Vinhos, cervejas, whiskies, sucos e especiarias importadas. Fato raro
para a época. Produtos achados em pouquíssimos lugares, na cidade eram exclusivos.
Necessário dizer que devida a sua localização geográfica a cidade é tida como
de veraneio para grandes industriais, executivos de bancos e de varejo,
jogadores de polo e golfe. Portanto o negócio da família parecia ter público
alvo certo.
Pão preto com rúcula, picanha
defumada, finamente fatiada, e queijo brie. Café com licor de laranja e
chantili. Chocolates recheados com os mais finos licores, chopp artesanal;
apenas alguns exemplos do cardápio para servir sua clientela. Gosto refinado.
Decoração fina. Loja de personalidade forte, bem definida e marcante. Bastava
olhar para ela para saber a que veio.
Cidade com menos de 180 mil
habitantes. Visitantes abastados somente aos finais de semana. Shopping recém
inaugurado e abarrotado de curiosos à passeio e não compras. A família via
outras lojas prosperando e o caixa deles à mingua. Não tinham divulgação
estratégica para seu público, mesmo porque eles demoram a aparecer.
Qual foi a saída encontrada pelos
proprietários? – Espiar o que o vizinho está fazendo para ir “tão bem?” Eis
aqui o famoso BENCHMARKING. Olhar,
copiar, adaptar e aprimorar.
Em muito pouco tempo o empório
estava parecendo uma loja qualquer de vendas de guloseimas, sorvetes de palito,
chicletes, brinquedinho surpresa... Tinha um pouco de cada loja de alimento de
sua concorrência. Bastava olhar para ela e não saber a que veio.
Completamente sem personalidade,
pois as crianças, consumidores desses produtos, preferiam entrar e comprar nas
lojas menos refinadas e seu antigo público alvo não entrava, porque não havia
identidade.
Na hora em que o caixa apertar,
pratique o benchmarking, mas com
moderação, inteligência e principalmente nunca perdendo o foco, a
personalidade, o objetivo. Mantenha-se firme.
Com o tempo o público do referido
empório passou a frequentar o shopping, mas a loja já não existia mais.
Cidade com menos de 180 mil
habitantes. Visitantes abastados somente aos finais de semana. Shopping
recém-inaugurado e abarrotado de curiosos à passeio e não compras. A família
via outras lojas prosperando e o caixa deles à mingua. Não tinham divulgação
estratégica para seu público, mesmo porque eles demoram a aparecer.
Qual foi a saída encontrada pelos
proprietários? – Espiar o que o vizinho está fazendo para ir “tão bem?” Eis
aqui o famoso BENCHMARKING. Olhar,
copiar, adaptar e aprimorar.
A propósito, o público do empório
hoje frequenta o shopping citado, mas infelizmente a loja está fechada.
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