segunda-feira, 17 de setembro de 2018


Marketing de Proximidade
Pode entrar Dona Maria

- Pode entrar dona Maria! - Grita insistentemente o rapaz com o microfone na mão para as pessoas que passam pela calçada à frente da loja.
Esse é o mais antigo, e por muitos anos, o mais eficiente Marketing de Proximidade. O pessoal que usava essa técnica se quer conhecia esse nome bonito. Era pura necessidade de sobrevivência mesmo. O famoso “quem grita mais chora menos” - parafraseando.
Depois disso, o homem foi para o espaço, o aparelho de fax virou obsoleto, usar som alto na rua para comunicação virou politicamente incorreto, por questão de densidade populacional e especulação imobiliária surgiram os shoppings centers e acabamos entrando na venda por internet. E o varejo sempre correndo atrás para se manter vivo.
Mas a internet... ah a internet, traz números e indicadores que valem a pena serem observados e levados em conta diante da nova realidade da tecnologia.
Marketing de Proximidade (MP) - uma ferramenta cada dia mais atual e eficaz para estreitar a comunicação com o cliente; mas agora sem gritaria, sem poluição auditiva e português gritado erroneamente; hoje apenas uma “tremidinha” do celular no bolso pode ser muito mais eficiente.
Vejamos o que dizem os números:
- 75% dos 20 maiores empreendimentos comerciais nos EUA já estão usando o “MP” em suas lojas;
- 71% dos varejistas passaram a compreender os hábitos de seus clientes;
- 59% dos varejistas afirmaram que obtiveram maior fidelização com o MP;
- 65% dos consumidores estão dispostos a serem achados via “bluetooth” pelas lojas de varejo;
- 28% do mercado crescerá cerca de 30% até 2023.
A comunicação “Mobile” hoje não é mais luxo de poucos e sim necessidade de muitos varejistas. Com ela, além da conversão, é possível estudar e conhecer melhor seu consumidor.
A taxa de conversão ainda é uma coisa pouco medida e com imprecisões, mas os números são promissores. O microfone, com bastante insistência convence o consumidor a entrar na loja. Mas o Marketing de Proximidade mostra quem são esses consumidores, quantas vezes passam perto de sua loja, quantas vezes entraram, quantas vezes compraram, e ainda te dá a possibilidade do pós-venda que contribuirá com a fidelização. Aproveite que o consumidor está se acostumando com o novo e cada dia mais aceita novas maneiras de receber informação.
Comunique-se silenciosamente com seu consumidor, direto no bolso, na bolsa ou na mão de seu cliente, mande promoções, ofertas e vantagens que seu negócio está oferecendo, tudo pelo celular. Chame a atenção do consumidor, bem na hora que ele está passando em sua calçada ou circulando pelo “mall” nas proximidades.
Cada vez mais tecnológico, cada vez mais limpo, cada vez mais elegante. O Marketing de Proximidade se inovando com o tempo. Mande mensagens objetivas, diretas e sem muita necessidade de tempo para ler. O consumidor anda cada vez com menos tempo. Acerte o alvo e melhore suas vendas. Infinitamente mais barato que as mídias tradicionais e muito mais elegante que um microfone e caixas de som na porta da loja.
Os números de uma grande franquia de alimentação demonstravam que sua taxa de conversão dentro de shopping centers, era de 5 para cada 100 pessoas que circulavam pelo “mall” em frente sua loja. Com a implantação do “MPM” a taxa subiu incríveis 20%.
Implante o sistema de MP Mobile em seu negócio e tenha uma taxa de conversão maior, melhor e mais qualificada. Impacto de curto prazo.
Pode chegar freguesia!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018


Vitrina
No Dia dos Pais venda Vestidos


                A necessidade do ser humano de aceitação pelos outros dentro do círculo de amizade que almeja permanecer... A busca da felicidade através da aquisição de algum bem ou produto de consumo... Olhar para a vitrina e ficar acima do nível da razão... A auto identificação com o produto que é exposto...
                Então quebrar a barreira existente no íntimo do consumidor e fazê-lo entrar para a tão desejada compra por ambos os lados compra.
                Para tudo isso se materializar, basta seguir alguns passos aparentemente simples e óbvios. Tenha trabalhando para sua vitrina um Mestre Construtor de Felicidades. Um artista sensato, sereno, conhecedor de seu consumidor padrão e arrojado. Ele saberá criar a desejada empatia no público que visita sua vitrina.
               
Certamente olhará a vitrine da concorrência pelo mesmo consumidor e diferenciará a exposição, mas não o suficiente para descaracterizar o padrão, não poluirá a vitrina com excesso de produtos sem relação entre si ou excesso de objetos decorativos.
                A vitrina será trocada e modificada periodicamente com clareza na exposição; é sabedor de que o consumidor quer se identificar e gosta de objetividade, a falta de tempo hoje é imperial, com isso nunca mostrará o que a loja não quer vender.
                Jamais deixará a vitrina desorganizada, pois sabe que ela é o puro reflexo da loja e nunca cometerá o erro de oferecer o que a loja não tem para vender ou está com a grade quebrada.
                Sua loja não passará a imagem de desatualizada, uma vez que nunca exporá produtos fora das tendências, mesmo que o estoque esteja alto e as vendas fracas. Esses produtos poderão ser alvo de um canto da loja com um apelo promocional.
                Atendo à tendência, a vitrina comporta um item promocional, o qual pode até estar em destaque, mas cuidado com produtos desatualizados.
                Antecipe-se às datas, sempre obedecendo a identidade visual estabelecida para seu consumidor padrão, deverá criar vitrinas temáticas seguindo o calendário das datas comerciais comemorativas. Mesmo que, por exemplo, sua loja trabalhe com produtos exclusivamente femininos, no “Dia dos Pais” a vitrina pode estar sugerindo um belo visual para a mulher usar no dia e agradar o marido, desta maneira lembrando a data e oferecendo o produto.
          
      O varejo trabalha basicamente com quatro coleções, dando ênfase ao inverno e verão. O comprador visita as festas de lançamento de coleções das indústrias e dentro do que foi apresentado, separa o as grades que mais se alinham com o consumidor padrão da loja. Faz as compras pelo menos seis meses antes do produto estar indo para a vitrina. São dias e mais dias de investimento em leitura de catálogos, viagens, feiras e exposições para trazer o que tem de melhor para a loja. Não desperdice todo esse investimento na hora da exposição. Os produtos foram comprados baseados numa aposta de venda futura, continue investido somente mais um pouco e faça a sua vitrina brilhar.             
   Mantenha o foco, cuide da luz, das cores dos modelos e objetos de cena.
Neste momento final, sua venda depende de uma excelente vitrina, montada se baseando nos conceitos aqui discutidos nos três artigos sobre o tema, e no desempenho de seu vendedor. Atendimento, já é assunto para outros artigos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018


Vitrina 
Sedução: Necessidade de Aceitação


                Pelo que se tem notícia, por volta de 1610 nasceram as primeiras vitrinas na Europa. Foi uma maneira criativa para a época de mostrar os produtos que se tinha à venda para as pessoas que passavam pela calçada e não entravam na loja. Mas a coisa era precária. Pequenos buracos na parede e/ou muro com vidro pouco transparente (tecnologia da época), o que dava pouca visibilidade aos produtos; deduzia-se do que se tratava, pelo contorno que a luz interna dava ao que estava exposto.
                Passou a existir também as vitrinas internas, o que poderíamos chamar de móveis expositores que ficavam posicionados dentro da casa, mas especificamente nos cantos das salas, com portas de vidros mais finos onde guardavam as mercadorias.
                Tinha também os bufarinheiros, também definidos como homens vitrines, pois amontoavam-se de muitas pequenas mercadorias de baixo valor, e saiam oferecendo os produtos de casa em casa. Claro que existia um estudo de exposição, de maneira que os melhores e mais vistosos produtos ficassem bem à mão do vendedor e ao alcance dos olhos dos compradores.
                A necessidade de mais vendas para gerar a sobrevivência e desenvolvimento, existente desde a época da idade moderna e acabou criando a primeira mídia de que se tem notícia: “A Vitrina”. Mas o tempo passou, surgiram os shoppings, o comércio de calçadões, porém tudo continuou igual: Um buraco na parede para exposição de mercadorias.
                É claro que muitos estudos e experiências fluíram pelos anos para que este buraco passasse a ser cada vez mais elaborado e refinado. Hoje, quando uma loja é projetada, o arquiteto estuda a vitrina com muito esmero, para que tenha por finalidade a melhor exposição do produto que será ali comercializado. Sempre de olho no consumidor padrão.
                O uso da arte e estética na montagem de uma vitrine busca a sedução pelo visualmente diferente, o qual deverá fisgar o leitor do anúncio montado através da harmonia dos produtos expostos e com a luz usada.
                Segundo a teoria da economia, uma calça é suficiente, duas já é excedente. Certamente a economia não teria o tamanho que tem, se a indústria e o comércio não trabalhassem pela produção e venda de excedentes e, se o consumidor não comprasse o que não precisa.
No século XVII, um comerciante baseava suas vendas na qualidade de seu produto, jamais imaginaria que chegaríamos ao extremo de o mesmo produto ter inúmeras marcas e grifes, que o faz variar exponencialmente de preço.
               
Portanto as marcas e as grifes nos levam a conceber “o eu ideal” e, a partir desse “eu ideal”, passamos a buscar novas aquisições e maneiras de nos expormos perante a sociedade, a fim de sermos considerados iguais ao meio que gostariamos de ser aceitos.
                Sua vitrina tem que estar pronta, bela, reluzente, exuberante, maravilhosa e irresistível quando o “eu ideal” estiver lendo os produtos nela expostos, seu consumidor padrão, na busca pela sedução e necessidade de aceitação.
                Caso contrário, o “eu ideal” irá ler tantas vitrinas quantas necessárias até que seu desejo seja seduzido para a satisfação da aceitação social.
                Para isso sua vitrina existe. Assim que o negócio funciona.
                Isso me fez lembrar que tenho uma festa amanhã e estou precisando comprar uma gravata preta.